Em evento com educadores e jornalistas, prefeito
apresentou propostas para a educação em São Paulo. Déficit de creches
não será resolvido apenas pela prefeitura, admitiu
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, planeja
transformar os Centros de Educação Unificados (CEUs) da cidade em polos
da Universidade Aberta do Brasil (UAB), um sistema integrado por
diversas instituições públicas do País que oferece educação a distância.
Ao levar a UAB para os CEUs, a intenção é que os professores possam
fazer mestrado, que pode até ser profissional, perto de casa, num
ambiente que ele já conhece. “O professor tem que se sentir pertencente a
um centro de formação. Nós já estamos fazendo o credenciamento e
convocando universidades para início imediato”, disse Haddad em evento
na segunda-feira (18) promovido pelas organizações Inspirare/Porvir e
Todos Pela Educação.
Outra proposta apresentada pelo prefeito, que estava acompanhado do secretário da Educação, Cesar Callegari
, na quarta edição da Série de Diálogos O Futuro Se Aprende, com a
presença de educadores e representantes da imprensa, é a adoção do
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid)
, criado no governo federal quando era ministro. Para Haddad, a
iniciação à docência é uma possibilidade concreta de fazer com que o
aluno de licenciatura transite e leve o que acontece na escola para a
academia. O programa dá bolsas a alunos de cursos presenciais que façam
estágio em escolas públicas. A ideia é conceder ao menos 3 mil bolsas
para estudantes que optem por fazer seu tempo de prática na rede
municipal.
“É esse bolsista que pode ajudar a rede municipal no
aumento da jornada de 4 horas para 7 horas e na adoção do Mais Educação
(programa de educação integral do governo federal)”, disse Haddad. Com a
limitação física de espaço, fazer com que os alunos fiquem mais tempo
na escola pode significar que eles fiquem mesmo fora dela. “Nós
subordinamos os demais equipamentos públicos [biblitecas, praças,
museus] à lógica da cidade educadora, ampliando os espaços de
aprendizagem. É uma lógica de acolhimento”, diz o prefeito, que planeja
começar pelas escolas com Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mais baixo
.
Quanto ao deficit de vagas em creche
, tanto prefeito quanto secretário de Educação admitiram que, sozinha, a
administração não vai conseguir sanar esse problema. Já está prevista a
construção de 200 creches, com capacidade média de 150 crianças, o que
adicionaria 30 mil vagas a um sistema que carece de quase 100 mil
postos. “O governo vai fazer a sua parte para expandir, qualificar e
manter a rede conveniada, mas acreditamos que uma quantidade grande de
empresas pode ter o apoio técnico e financeiro da secretaria para
oferecer essas vagas para os filhos de seus funcionários e para as
crianças da comunidade do entorno”, diz Callegari. A convocatória foi
recebida com interesse pelos participantes do encontro.
Fonte:Porvir
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