São Paulo – A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo negou que
vá alterar o currículo dos três primeiros anos do ensino fundamental
nas escolas de educação integral da rede. A notícia tem sido divulgada
desde janeiro em veículos de comunicação e redes sociais, afirmando que o
governo retirou da grade conteúdos de História, Geografia e Ciências,
com o intuito de fortalecer o ensino de Português e Matemática.
A assessoria de imprensa do órgão explicou que o mal entendido
começou com a publicação de um regulamento no Diário Oficial da União,
em 19 de janeiro, que divulgava uma tabela com a proporção que cada
disciplina deve ocupar na carga horária das 297 escolas de tempo
integral do estado. Nela, os espaços referentes a Ciências Física e
Biológicas, História e Geografia não estavam preenchidos.

No entanto, o esquema significa, de acordo com a secretaria, que os
conteúdos das chamadas Ciências Humanas e da Natureza são ministrados de
forma transversal, sem horário fixo, e que muitas vezes servem de base
para estudos das disciplinas de Português e Matemática. O esquema é
adotado desde 2007, quando foi implantado na rede o programa Ler e
Escrever, que visa fortalecer a alfabetização das crianças.
“Não houve mudança na base regular do Ensino Fundamental, portanto no
caso dos 1º, 2º e 3º anos o conteúdo relativo a essas áreas de
conhecimento já era e continuará sendo abordado de forma transversal nas
disciplinas estabelecidas, sem ferir o que diz a Lei de Diretrizes e
Bases [da Educação Brasileira]”, aponta nota enviada pela Secretaria de
Educação à RBA.
O órgão esclarece que o decreto divulgado em janeiro estipulava que
os conteúdos de Ciências Humanas e da Natureza também serão trabalhados
nas oficinas oferecidas aos alunos de educação integral no contraturno
das aulas, diferente do que ocorria até então, quando as atividades
oferecidas eram relacionas apenas a Português, Matemática ou Inglês. De
acordo com a nota, a medida “propicia o aprofundamento destes temas”.
A polêmica começou em 22 de janeiro, quando a notícia da suposta
alteração no currículo do ensino fundamental foi divulgada pelo jornal
O Estado de S. Paulo
e na sequência replicada por uma série de portais de notícias. Nesta
semana, o tema voltou a ser amplamente divulgado nas redes sociais.
Fonte: Rede Brasil Atual
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