Deputada Luciene Cavalcante defende reconhecimento das profissionais da educação infantil e rebate críticas sobre “transposição de cargos”
A deputada Luciene Cavalcante fez um forte discurso em defesa das profissionais da educação infantil, afirmando que a luta pelo enquadramento correto das trabalhadoras não se trata de “transposição de cargos”, mas sim do reconhecimento das funções pedagógicas que já exercem diariamente.
Durante a fala, Luciene criticou pessoas que, segundo ela, desconhecem a realidade das creches e da educação infantil. Para a parlamentar, há setores que tentam desqualificar a luta das educadoras sem compreender o trabalho realizado dentro das unidades escolares.
“Não é transposição de cargos. O que nós estamos fazendo é o reconhecimento do trabalho que vocês já realizam.”
Segundo a deputada, a chamada “transposição de cargos”, proibida pela Constituição, ocorre quando um servidor presta concurso para uma função e passa a exercer outra completamente diferente, geralmente com salário superior. Ela explicou que o caso debatido pelas profissionais da educação infantil é distinto, pois as trabalhadoras continuam desempenhando exatamente as mesmas atividades pedagógicas.
Luciene argumentou que houve uma “burla” nos editais de concursos antigos, já que os cargos foram nomeados de forma inadequada, mesmo exigindo funções educacionais típicas do magistério e da educação infantil.
“Cuidar, educar e brincar fazem parte da mesma função”
Em um dos trechos mais marcantes do discurso, a deputada destacou que o trabalho com crianças pequenas envolve muito mais do que apenas cuidados básicos. Para ela, alimentação, higiene, brincadeiras e acolhimento também fazem parte do processo pedagógico.
“A criança pequena aprende com experiências e vivências. Quando ela se alimenta, aprende. Quando brinca, aprende. Quando se higieniza, aprende sobre o próprio corpo.”
Ela ainda reforçou que não é possível separar cuidado, educação e brincadeira na primeira infância, pois essas dimensões fazem parte da natureza pedagógica da educação infantil.
Defesa da valorização das profissionais
A fala foi recebida com apoio e palavras de ordem das trabalhadoras presentes, que defenderam mudanças na legislação e o reconhecimento como professoras.
O discurso reforça um debate presente em diversos municípios brasileiros: o reconhecimento das profissionais da educação infantil como integrantes efetivas do magistério, garantindo valorização profissional, direitos e enquadramento adequado às funções exercidas.
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