Carregando últimas notícias...

Reajuste de 0,39% revolta servidores e aumenta crise com Prefeitura de Jundiaí

 

Servidores de Jundiaí criticam falta de valorização e cobram diálogo real da Prefeitura

Por Educação Sem Corte | Jundiaí/SP

Servidores municipais de Jundiaí

Profissionais relatam frustração após promessas de valorização não serem cumpridas pela atual gestão.

Os servidores municipais de Jundiaí vivem, nestes dois anos de mandato do atual prefeito, um cenário marcado pela frustração entre as expectativas criadas durante a campanha eleitoral e a realidade enfrentada pela categoria.

Durante a campanha e em seu plano de governo, especialmente na página 19, o prefeito prometeu um olhar voltado à valorização dos servidores públicos, reconhecendo que são eles os responsáveis pelo atendimento à população e pelo funcionamento da administração municipal.

“A promessa era de valorização e diálogo. O que muitos servidores afirmam estar vivendo hoje é exatamente o contrário.”

No primeiro dissídio da atual gestão, entretanto, houve apenas a reposição da inflação, sem ganho real para os trabalhadores. Na época, a justificativa apresentada foi de que o orçamento ainda pertencia à gestão anterior.

Segundo relatos de servidores, representantes do governo e vereadores afirmaram que em 2026 a situação seria diferente. A categoria decidiu dar um voto de confiança à administração.

Aumento de apenas 0,39% gera revolta

Neste ano, porém, a expectativa de valorização foi novamente frustrada. O reajuste concedido resultou em apenas 0,39% de aumento real, índice considerado insuficiente pelos servidores.

Além disso, a administração aceitou o resultado de uma assembleia considerada por parte da categoria como supostamente fraudada. O caso teria sido denunciado por servidores, que também criticam a falta de abertura ao diálogo.

Em reunião com representantes da Prefeitura, secretários presentes afirmaram que valorização não se resume a salário e poderia ocorrer de outras maneiras. Ainda assim, os pedidos apresentados pela categoria não foram atendidos.

Projeto já estaria pronto antes das conversas

Outro ponto que causou indignação entre os servidores foi a informação de que o projeto de lei já estaria pronto para ser enviado à Câmara Municipal antes mesmo de qualquer conversa efetiva com a categoria.

Para muitos trabalhadores, isso demonstra que as reuniões realizadas tiveram caráter apenas protocolar, sem disposição real para negociação.

“Quando decisões já chegam prontas antes da escuta dos servidores, o sentimento transmitido é de desrespeito.”

Opinião | Educação Sem Corte

A comunidade Educação Sem Corte entende que valorizar o servidor público vai muito além de discursos de campanha. Valorização verdadeira exige respeito, transparência e diálogo real com os profissionais que sustentam diariamente os serviços públicos da cidade.

A educação pública não se fortalece com promessas vazias, mas com políticas concretas de reconhecimento, escuta e investimento em quem está na linha de frente.


© Educação Sem Corte — Informação, opinião e defesa da educação pública.

Comentários